Por vezes já deixei o pessimismo ser abundante dentro de mim, era meu escudo. Minha tese sempre foi a de que se sempre esperarmos o pior, no final o que vier será lucro. Mas a pouco descobri um jogo novo, aquele que nos textos e nas palavras é tão bonito e, que possui apenas uma regra: sempre procurar ver o lado bom das coisas, não importando a situação. Como alguns de vocês já devem ter percebido alguma vez, o manual deste jogo vem acompanhado de dramáticas parábolas onde o personagem principal sofre um mal absurdo e, mesmo assim em meio a isso, não se esquece de encontrar algo positivo. Meu pessimismo está melhorando em passos largos, no entanto, temos que tomar cuidado para não chegar ao ponto de encontrar beleza nos elos da corrente que nos enforca.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Breve comentário sobre os princípios da natureza humana
Na manhã de uma segunda-feira, na Faculdade, durante o intervalo de aula, a maioria dos alunos estava fora da sala. Este jovem que vos escreve interessadamente terminava uma leitura sobre sociabilidade, contrato social, e as diferentes teorias que tentam explicar a razão pela qual o homem se relaciona com outros indivíduos, enfim. No outro lado da sala, oito ou sete pessoas em torno de um jogo de cartas, e de repente todas ao mesmo tempo sorriram por algum motivo. Interagiam entre si através de alguns breves e oportunos comentários, e pequenos cartões com símbolos.
Aquela reação em conjunto me soou tão natural, foi então que meu raciocínio se esclareceu e tomou como verdade os estudos de Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, onde consideravam que o homem é naturalmente sociável, a própria natureza humana induz o indivíduo a associar-se com outros e a se organizarem. Ao contrário do que pensava Platão. Mas ao mesmo tempo também me veio o questionamento: O homem por sua natureza é um ser mau, como defende Thomas Hobbes, ou, um ser bom, como afirma Jean-Jacques Rousseau? Ainda não sei, nem tenho uma opinião precoce para apresentar, porém, entre as diversas divergências existentes na comparação entre as teorias desses dois filósofos, concordo com Rousseau quando este diz que o homem tem como natureza ser livre, e não anti-social como explica Hobbes.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Fantasmas da Consciência
O Fantasma
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!..."
(AZEVEDO, Álvares de. Lira dos Vinte Anos, 1853.)
sábado, 6 de março de 2010
A arte do engano
Você acha que está tudo bem
Mas nunca esteve.
Você acha que conseguiu
Mas as tentativas foram todas falhas.
Mas as tentativas foram todas falhas.
Você acha o que faz correto
Mas está tudo errado.
Mas está tudo errado.
Você tenta ser bom
Mas o bom é ruim.
Mas o bom é ruim.
Você acredita
Mas a fé não é recíproca.
Mas a fé não é recíproca.
Você ama
Mas não existe amor.
Mas não existe amor.
Você pensa que tudo mudou
Mas a mudança nunca aconteceu.
Mas a mudança nunca aconteceu.
Você acha que está feliz
Mas a felicidade nunca dura mais que um sorriso.
Mas a felicidade nunca dura mais que um sorriso.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Black Sky
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Perguntou a professora de doce expressão ao mesmo tempo em que levantava seu braço direito com um lápis na mão, numa tentativa de envolver os pequenos alunos em sua aula.
-Qual a cor do céu em inglês?
-Blue! Blue! Blue! Blue!
Exclamavam em voz alta, todas as crianças com os braços ao alto. Sorriu a jovem mestre, pelo acerto unânime da classe.
Exclamavam em voz alta, todas as crianças com os braços ao alto. Sorriu a jovem mestre, pelo acerto unânime da classe.
-Black..
Sussurrou o único aluno que não tinha se manifestado instantes antes. Todos, inclusive a professora que mudara de expressão, desviaram seu olhares de quem julga para o canto direito da sala, especificamente ao garotinho sério de óculos redondos que sentava ao lado da grande janela, com um olhar despreocupado aos outros que ali estavam, mas que atravessava com vigor aqueles vidros sujos para admirar o céu de nuvens que realmente era azul e nada de preto tinha. De repente é disparado o escandaloso sinal sonoro que alertava o fim da aula, quebrando a situação que tinha sido criada.
Sussurrou o único aluno que não tinha se manifestado instantes antes. Todos, inclusive a professora que mudara de expressão, desviaram seu olhares de quem julga para o canto direito da sala, especificamente ao garotinho sério de óculos redondos que sentava ao lado da grande janela, com um olhar despreocupado aos outros que ali estavam, mas que atravessava com vigor aqueles vidros sujos para admirar o céu de nuvens que realmente era azul e nada de preto tinha. De repente é disparado o escandaloso sinal sonoro que alertava o fim da aula, quebrando a situação que tinha sido criada.
A resposta "Black" não estava errada, durante a noite o céu realmente se torna escuro. A imagem de céu mais representativa para o “garotinho sério de óculos redondos” não era aquele do azul ensolarado e com nuvens que a maioria das pessoas tem, sejam elas crianças de sua idade ou adultos maduros. Ele já entendia que todos preferiam o “Blue”, pois o céu do dia é mais simples, fácil e de forma nenhuma parece misterioso ou estranho, é apenas uma bela paisagem de tons claros e agradáveis. O seu céu mais interessante e mais real era o preto, com lua, estrelas e até mesmo estrelas cadentes que ele sabia que existia, mas que ainda não tinha visto. Toda noite antes de dormir, pela janela aberta do seu quarto, sentia o mistério do céu preto, e nesse momento ele se tornava grande, pequena era a noite para todos os seus pensamentos, a cada astro uma pergunta, não era para menos, afinal era um choque entre uma criança e o temido universo, que ocorria diariamente naquele travesseiro. Aquele escuro o atraía e enchia sua cabeça de dúvidas, ainda assim o menino tinha uma certeza, que por trás do brilho de cada estrela havia uma resposta.
Anos depois aquele garoto tinha realizado seu sonho duplo, se tornou astronauta e viajou de verdade pelo espaço. Quando estava lá em cima fez questão de tirar uma fotografia em especial. Após voltar, a primeira coisa que fez foi enviar uma carta a sua antiga professora de inglês. A professora, hoje velha, mas de boa memória, quando recebeu a carta em mãos não lembrou de maneira alguma do remetente, assim abriu o envelope e achou uma grande foto na qual se via o planeta Terra bem pequeno e azul, e ao fundo ocupando quase que toda a foto estava o preto do espaço, no verso da foto tinha os dizeres: “Querida professora, como a senhora pode perceber nesta imagem, o céu só é azul ao redor da Terra, mas em todo o infinito do universo ele é preto”. Ela então se lembrou do garotinho que foi seu aluno há muitos anos atrás, que respondeu “black” e que sentava ao lado da janela. Mais que isso, ela entendeu que enquanto a maioria das pessoas só consegue enxergar até onde seus olhos alcançam, outras vêem além, além do azul do céu. Lágrimas escorreram pela face daquela senhora ao mesmo tempo em que suspirava, deixou cair a fotografia, o experiente coração já não mais batia. Nesse mesmo momento o garotinho, hoje um adulto excepcional, estava deitado na sua cama e olhando o céu, como fazia todas as noites desde muito pequeno e de repente espantou-se ao ver pela primeira vez uma estrela cadente, que irradiava o preto daquela noite com a luz de sua cauda de fogo, então, na mesma hora que apreciava aquele momento tão esperado, com fé fez um pedido, e como um milagre o brilho dos olhos da sua antiga professora tinha voltado, junto com o pulso do seu coração.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A crise de percepção
Por Eugenio Mussak Tive uma experiência única. Passei um fim de semana no Pantanal com Fritjof Capra, o físico austríaco que mora em Berkeley e que escreveu O Tao da Física e outros livros que estão entre os mais influentes dos últimos 30 anos.
Falamos sobre ecologia, sustentabilidade, Obama e, claro, sobre o papel dos líderes. Subimos de barco um trecho do Rio Cuiabá e vimos jacarés tomando sol, tuiuiús e... garrafas pet boiando. Então começamos a falar sobre o fato de que as cenas degradantes — como a sujeira, a violência, a corrupção e a incompetência —, quando se banalizam, provocam uma espécie de cegueira coletiva, um déficit de percepção sobre elas mesmas. Para que não nos façam mal, fingimos que não vemos, pois a mente tem uma defesa para manter sua integridade.
"Olhar o futuro com clareza significa não usar os óculos da ilusão"
Nietzsche, por exemplo, nunca negava a realidade, e acabou louco. Mas os líderes não podem fazer de conta que não há problemas e que o mundo é cor-de-rosa. Não precisam enlouquecer por causa disso, mas devem encará-los de frente e propor soluções. Só que não é o que acontece em muitas ocasiões. A verdadeira crise, disse-me Capra, é a crise de percepção. Muitos líderes não percebem, ou fazem de conta que não percebem, quais são os verdadeiros problemas de nosso tempo.
A solução para a maioria deles é simples, mas requer uma mudança de foco. E isso é difícil porque significaria sair da zona de conforto, e a maioria das pessoas não tem essa disposição. A crise de percepção se manifesta pela dificuldade que a maioria das pessoas tem de “conectar os pontos”, ou seja, estabelecer correlação entre os problemas e suas causas, e também entre os diversos fatores que interferem nos resultados que desejamos.
Estamos em uma crise da economia, sim, mas é bem possível que ela pudesse ter sido evitada se não fosse precedida pela crise de percepção que assola a humanidade. Olhar o futuro com os olhos da esperança significa não usar os óculos da ilusão, e sim as lunetas da razão.
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.
Todos os direitos reservados.
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br
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Texto retirado do site: http://www.sapiensapiens.com.br/site/a-crise-de-percepcao
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Sem ar

O que fazer quando se sentir sufocado? Sem ar, mesmo que com uma máscara de oxigênio? O suor e a ausência de vontades viram seus melhores amigos, ‘amigos’ seria uma palavra um pouco incomum nesse contexto. Tudo em volta o faz mergulhar com toda sua força, que logo em seguida não existirá mais, em um estado de entorpecimento mental, mesmo assim sendo, o uso do pensamento continua operante ainda que paralelamente inoperante aos olhos dos conhecedores do normal.
Para os que curtem cinema, essa situação ou quem sabe, essa forma de viver, pode se assemelhar ao “estado matrix”, que é aquele existente em outra dimensão, onde seus habitantes tornam-se participantes de outro plano. E para os que se drogam, não estou falando das “viagens” causadas por substâncias alucinógenas.
O motor que o faz interagir com as coisas reais, físicas e agir como mais um entre tantos está com defeito, mas as engrenagens de sua mente continuam rodando. Você quer liberdade, mas ela parece ser tão vazia, tão ampla, ou você consegue me dar um exemplo de liberdade concreta em 10 segundos? Se você conseguiu, reavalie seus conceitos sobre este tema, e se não conseguiu é porque já entendeu que essa idéia só existe naquelas cenas de finais de histórias onde os personagens felizes correm por entre um interminável jardim natural em cima de uma montanha, cheio de flores coloridas e vivas que soltam suas pétalas e folhas no bailar do vento quando esses personagens passam cantarolando.
O estímulo para a entrada de ar seria uma nova forma de viver, na qual você pudesse ser de verdade, jogar ao fogo aquele cardápio pessoal que carregamos na consciência e que contém os tipos superficiais que devemos ser, em cada ambiente e com cada pessoa, além dos estereótipos que usaremos para classificar tudo ao nosso redor no longo de nossas vidas. A minha raça, não sobreviveria sem oxigênio, pois não conseguem respirar de maneira saudável outra coisa, mesmo assim, não me espanta o fato de que aos poucos necessito cada vez menos desse gás. O problema é que ainda preciso respirar para sobreviver, então a solução seria achar outros gases, mas esses outros gases só terminarão com meu sufoco no momento que começarem a existir, e para existirem será preciso trazer a realidade tudo o que penso e tudo o que quero, mas penso muito ou penso nada, quero muito e começo tudo, mas acabo não terminando nada, culpa dos padrões, que são sem graça, nos retraem e fazem meu nível de vontade alternar entre 0 e 0,1 .
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Idealização da mulher ideal

Nós homens já conhecemos muito bem o velho toque de amigo 'ela é difícil'. Mas o que poucos homens sabem é que se ela foi muito difícil, é por que você, dependendo da mulher, não é bonito, não tem um bom tipo físico, não tem dinheiro, ou por alguma outra superficialidade do mundo feminino particular. As mulheres deveriam ser simpáticas, inteligentes e engraçadas, mas a maioria delas só apresenta essas qualidades com as suas amigas ou com os homens por elas classificados "agradáveis" – que possuem as características citadas anteriormente. No fundo, pelo menos da minha parte e da minoria interessante que não as tratam como figurinhas, o tipo ideal é aquele sincero. Queremos garotas que nunca fiquem bêbadas, pelo menos na sua frente ou de seus amigos, nem muito menos que fumem e que entendam de futebol mais que você.
Queremos moças bonitas, cuidadosas, que se vistam bem, se valorizem e que escolham garotos não pelo abdômen definido, por um par de olhos verdes ou azuis, nem por um couro cabeludo loiro. Ah, e como seria bom se elas não fossem paradonas e sem graça. Garotas façam diferente, surpreendam-nos! Como seria bom se naqueles momentos em que estamos estressados e afundados no sofá da sala tentando achar algo interessante na TV repentinamente a nossa garota arrancar o controle das nossas mãos, desligar o aparelho, pegar distância, sorrir como uma criança que vai aprontar, correr e pular em cima de nós. O que aconteceria depois? Quem sabe uma relação amorosa – primeiramente me utilizei do termo transa mais o meu Word 2007 sugeriu essa expressão mais sutil. – romântica ou selvagem, ou, simplesmente alguns sorrisos cheios de graça, um beijo e um honesto "eu te amo" seguido de outro.
Queremos moças bonitas, cuidadosas, que se vistam bem, se valorizem e que escolham garotos não pelo abdômen definido, por um par de olhos verdes ou azuis, nem por um couro cabeludo loiro. Ah, e como seria bom se elas não fossem paradonas e sem graça. Garotas façam diferente, surpreendam-nos! Como seria bom se naqueles momentos em que estamos estressados e afundados no sofá da sala tentando achar algo interessante na TV repentinamente a nossa garota arrancar o controle das nossas mãos, desligar o aparelho, pegar distância, sorrir como uma criança que vai aprontar, correr e pular em cima de nós. O que aconteceria depois? Quem sabe uma relação amorosa – primeiramente me utilizei do termo transa mais o meu Word 2007 sugeriu essa expressão mais sutil. – romântica ou selvagem, ou, simplesmente alguns sorrisos cheios de graça, um beijo e um honesto "eu te amo" seguido de outro.
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Criado em 21/06/09. Postado inicialmente em meu fotolog, onde foi bem recebido pelas mulheres.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Aumente o volume !

Se você fosse uma musica, qual seria?
A maioria escolheria aquelas mais famosas, para levar uma vida de musica rica, cheia de luxos, bocas famosas e grandiosos palcos e públicos. Até ai tudo bem, mas até em uma sociedade onde todo mundo é musica, o cotidiano social humano se repete, você que seria uma musica famosa teria muito dinheiro mas ninguém aguentaria mais te ouvir, seria cantada sem emoção alguma, nem se quer seria ao vivo. Minha escolha seria ser uma musica com uma letra dessas que o tempo compõe, de uma musicalidade universal, cantada por uma índia de cabelo liso, comprido e escuro, de olhos verdes não muito claros, e de pele ao vento, toda vez em que o sol nascesse ou se pusesse sobre aquelas águas de um horizonte naturalmente lindo, onde os outros poucos nativos se encantassem ao me ouvir todas as duas vezes do dia durante toda sua vida.
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